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DPD recolhe 12 toneladas de garrafas descartáveis usadas para criar instalação artística

03/23/2021 - 09:51

A instalação “Monstro Marinho”, criada pelo grupo de artistas Skeleton Sea, é oficialmente é inaugurada hoje, 22 de março, Dia Mundial da Água. O objetivo desta iniciativa é fazer um alerta para o uso excessivo do plástico descartável.

A DPD Portugal, em conjunto com o movimento #PURIFY liderado pela empresa ECO – Água Filtrada, recolheu 12 toneladas de garrafas descartáveis usadas, entregues pela população de norte a sul do país nas lojas Pingo Doce e na rede ECO-Escolas, para dar corpo a uma instalação artística com mais de 50 metros. Esta instalação, que simboliza um ícone do movimento #PURIFY, foi moldada pelas mãos dos Skeleton Sea e pode ser vista na Doca dos Olivais, junto ao Oceanário de Lisboa.

O “Monstro Marinho”, nome dado à instalação, representa algo que não é mitológico: o “monstruoso” volume de plástico nos oceanos. A direção artística dos Skeleton Sea, um grupo de artistas e surfistas com forte ligação ao mar, encabeçada por Xandi Kreuzeder, torna tangível e real a mensagem que se pretende passar: 12 toneladas de plástico descartável recriam um “Monstro Marinho” com mais de 50 metros de comprimento, que faz a alusão de que a humanidade está a ser literalmente “engolida” pelo seu próprio plástico.

Olivier Establet, CEO da DPD em Portugal, explica que "este projeto insere-se claramente programa de Responsabilidade Social Empresarial do DPDgroup, DrivingChangeTM,  no âmbito do qual temos executado várias iniciativas tendo em mente que trabalhamos em conjunto com a Comunidade, em prol de construirmos um planeta melhor. Afinal, todos partilhamos a mesma morada!”. 
 

Movimento #PURIFY

O movimento #Purify é promovido pela ECO – Água filtrada e conta com o apoio do Oceanário de Lisboa, do Pingo Doce e do Programa Eco-Escolas. A Junta de Freguesia do Parque das Nações, a DPD, a Planetiers World Gathering, o Grupo Impresa e o Comité Olímpico são também parceiros que se juntaram a este movimento.

O movimento nasceu com o intuito de alertar os portugueses para o grave problema ambiental causado pelo uso excessivo de plástico descartável e mobilizá-los para a escolha de produtos amigos do ambiente, lembrando que anualmente 6 mil milhões de garrafas PET são lançadas aos oceanos.

Mesmo com os constrangimentos da atual pandemia, os portugueses tiveram um papel ativo e determinante entregando as suas garrafas de plástico descartável, nos 530 pontos de recolha PURIFY, disponíveis em lojas Pingo Doce e em 150 ECO-Escolas, o que resultou na recolha de 12 toneladas de plástico, cerca de 300.000 garrafas, o elemento central desta obra.

André Paiva, Co-fundador da ECO, adianta que “O volume de recolhas alcançado para o lançamento do movimento e desta peça superou as nossas expetativas, fazendo-nos crer que esta pandemia não travou totalmente a mensagem ambiental. A ECO, enquanto marca que tem um propósito ambiental, acredita que pode ajudar a mudar mentalidades e isso levou-nos a criar o #PURIFY, um movimento que ambiciona ser maior do que a própria marca, intervindo de forma ativa na comunidade, através de ações de consciencialização ambiental e mobilizando a população para a adoção de hábitos de consumo mais sustentáveis. Como a arte é uma forma poderosa de espalhar uma mensagem, o primeiro passo foi criar uma peça impactante, que entre no roteiro de arte urbana e que, paralelamente, passe a mensagem da urgência da mudança de hábitos”.

Xandi Kreuzeder, enquanto líder de projeto dos Skeleton Sea, assinala que “quando a ECO nos lançou este desafio foi quase imediato o conceito criativo que iriamos alocar a esta obra. Tínhamos de criar um “Monstro Marinho” pois é precisamente isso que sentimos quando vemos plástico nas nossas praias, costa e mar: é um monstro muito maior do que pensamos. Noutros tempos, havia o conceito relacionado com o surf que era ‘Destrói as ondas, não as praias’. Mas agora a escala é muito maior e preocupante pois não são só as praias, falamos dos nossos oceanos, do nosso ecossistema e da nossa saúde pública. Junto ao Lago do Oceanário de Lisboa, só nos ocorreu uma ideia: estamos perante um verdadeiro Monstro muito maior que o nosso imaginário. A diferença é que aqui nada é mitológico, é real”